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Jonnefer  Barbosa
  • Faculdade de Filosofia, Comunicação, Letras e Artes da PUC-SP, Rua Monte Alegre, 984. Perdizes - São Paulo - SP. CEP: 05014-901
apresentação à edição brasileira de "Um habitar mais forte que a metrópole", do Conselho Noturno, GLAC edições.

https://www.glacedicoes.com/copia-tiqqun
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http://agemt.org/?p=10575 Se não diretamente, o golpe com seu AI5 de 2018 (a intervenção) deslacrou uma pútrida caixa de pandora, no momento em que os golpistas se aliam a duas instituições que, no passado e no presente do Brasil, só... more
http://agemt.org/?p=10575
Se não diretamente, o golpe com seu AI5 de 2018 (a intervenção) deslacrou uma pútrida caixa de pandora, no momento em que os golpistas se aliam a duas instituições que, no passado e no presente do Brasil, só podem ser chamadas de genocidas: a polícia militar e as forças armadas.
Resumo: No atravessamento das relações de poder em torno do corpo (disciplinas) e das populações (biopoder), a conferência propõe uma problematização das continuidades e rupturas operadas pela emergência das sociedades do desaparecimento... more
Resumo: No atravessamento das relações de poder em torno do corpo (disciplinas) e das populações (biopoder), a conferência propõe uma problematização das continuidades e rupturas operadas pela emergência das sociedades do desaparecimento nos dispositivos mais recentes de governamentalidade: vida sem rastros, territórios sem povos (novos tratamentos para a questão dos refugiados) e cripto-polícia são alguns dos conceitos que usaremos para pensar a questão contemporânea do governo, usando linhas de fuga e um diálogo crítico com as pesquisas de Foucault e Deleuze e seus desdobramentos produtivos em Agamben e Lazzarato.
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É preciso ressaltar que, na história brasileira recente, a primeira supressão da disciplina de Filosofia no currículo do ensino médio ocorreu durante a ditadura militar, com a Lei nº 5.692/71, uma resposta contrainsurgente da caserna ao... more
É preciso ressaltar que, na história brasileira recente, a primeira supressão da disciplina de Filosofia no currículo do ensino médio ocorreu durante a ditadura militar, com a Lei nº 5.692/71, uma resposta contrainsurgente da caserna ao movimento estudantil de 1968. A ditadura também foi marcada pela persecução a professores e estudantes. Na área de filosofia, foram muitos pesquisadores e professores cassados que foram obrigados a seguir para o exílio (como Bento Prado Junior), presos e torturados (como Luis Roberto Salinas Fortes), além dos muitos colegas que tiveram de entrar para a clandestinidade ou resistir de forma difusa, não explícita, sobretudo àqueles(as) que não tinham condições para sair do país. A ditadura civil-militar atacou ferozmente não apenas os militantes de esquerda, mas toda as possibilidades de constituir no país um pensamento autônomo e crítico à hegemonia ianque, em um processo que longinquamente se associa à doutrina Monroe, que desde 1823 prevê a América Latina como um quintal dos Estados Unidos. A ditadura atacou também cientistas, engenheiros, médicos. E obviamente não se permite filosofia em territórios submetidos à violência colonial. Estados Unidos, Inglaterra, Alemanha, França, potências imperiais, prezam enormemente suas cadeiras de filosofia. E os militares em 64 atuaram no papel de sátrapas do Império Ianque, uma torpe longa manus de forças ocupantes. Sobre o ensino de filosofia no ensino médio, só muito recentemente ele volta a ser obrigatório, com a Lei 11.684, de 2 de junho de 2008. Então, dos vários ataques perpetrados pelas forças ocupantes e seus sátrapas, a supressão do ensino e estudo de filosofia nos ensinos médio e fundamental foi uma das mais tardias a ser questionada. A MP 746/2016, editada por um governo golpista, coloca-se no mesmo campo estratégico da Lei nº 5.692/71: trata-se não apenas de aprofundar o abismo que separa a educação dirigida aos pobres daquela que é oferecida à aristocracia – a escola pública é sempre vista pela direita brasileira e por uma classe média entorpecida como um mero dispositivo de violência e separação de classes, ao lado do sistema penal – mas de minar as possibilidades de constituição de outros possíveis. Ideias são muito mais perigosas do que bombas (o termo dinamite vem de dynamis, potência, em grego). Nada é mais perigoso que o pensamento, sobretudo quando o pensamento é dirigido à resistência da grande maioria silenciada.
Resumo: O presente texto pretende articular conceitos para pensar a governamentalidade contemporânea como dispositivo contrainsurreicional, com a abordagem das implicações do governo das desigualdades na era da cibernética, a partir de... more
Resumo: O presente texto pretende articular conceitos para pensar a governamentalidade contemporânea como dispositivo contrainsurreicional, com a abordagem das implicações do governo das desigualdades na era da cibernética, a partir de referências da filosofia política contemporânea.
ABSTRACT – The present text intends to articulate concepts in order to think contemporary governmentality as a counterinssurectional apparatus, approaching the inequality government implications in the cybernetic era, with support of contemporary political philosophy.
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Se há um remanescente da tradição do proletariado oitocentista no séc. XXI, ele certamente não será encontrado nas indústrias assepticamente automatizadas (ou, para usar de um termo corrente, parques tecnológicos de viés toyotista). Não... more
Se há um remanescente da tradição do proletariado oitocentista no séc. XXI, ele certamente não será encontrado nas indústrias assepticamente automatizadas (ou, para usar de um termo corrente, parques tecnológicos de viés toyotista). Não que a exploração não seja mais a condição de manutenção global e pedra de toque para avaliação do capitalismo do presente: o trabalho sujo de produção da mais-valia foi simplesmente deslocado para eixos de total desregulamentação representados seja na informalidade, seja no sub-emprego precarizado com parcas " garantias formais ". Entretanto, com o ocaso da figura dos sindicatos e de todo vínculo (para alguns marxistas: orgânico) entre trabalhadores, o boteco (botequim, bar, birosca, bodegas e significantes afins) incorpora um dos últimos redutos de comunidade entre os deserdados. É nele que sonâmbulos consomem-se no transe etílico em meio ao cheiro de frituras, balcões de fórmicas, mesas de sinuca, petiscos boiando na gordura reaproveitada e muita fumaça de cigarros baratos. No referencial semântico de botequim, em sentido genuíno e estrito, não devemos incluir o grande número de lojas temática que simulam a simplicidade ou rusticidade proletária para o consumo de desavisados turistas da pequena e média burguesia. Estes não-lugares se limitam a estilizar um ambiente da terna e heróica boemia proletária de um capitalismo industrial edulcorado: com suas imitações de gaiola, cervejas e chope tradicionais, grupos de choro contratados e pequenas quinquilharias de coleção (antigas flâmulas de clubes, fotos em branco e preto, placas com ditos populares e mensagens sacanas sobre o fiado). Museus para pseudo-intelectuais onanisticamente saudosos. Ao contrário, o boteco genuíno é a zona limiar onde quem entra sabe que correrá riscos factíveis de não voltar para casa. Aliás, seu freqüentador médio já não está inserido numa estrutura familiar estável, em regra nem a possui. O destemor, a carência e a brutalidade formam ali uma conjunção saturada de tensões (para lembrar de um dos únicos filósofos que costumava freqüentar os genuínos de seu tempo). Não há espaço para estilizações. Não é à toa que só se localizam nas periferias ou nas regiões decadentes. É o cru e o não intelectual da vida; uma negação e sintoma radical das relações materiais de nosso tempo. Território onde aqueles que nada têm a perder a não ser suas algemas,-que lhes continuam a aferroar-, bebem a mais barata das bebidas sonhando com a mais magnífica das desforras.
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Edição impressa, em livro de bolso
https://www.amazon.com/dp/8592021308
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Manifesto em Defesa da PUCSP. O futuro da nossa querida Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUCSP) está ameaçado. No dia 29 de agosto, o Conselho Superior da Fundação São Paulo (Fundasp), órgão mantenedor da universidade... more
Manifesto em Defesa da PUCSP.

O futuro da nossa querida Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUCSP) está ameaçado. No dia 29 de agosto, o Conselho Superior da Fundação São Paulo (Fundasp), órgão mantenedor da universidade presidido pelo Cardeal Odilo Pedro Scherer (presidente), encaminhou à comunidade universitária uma proposta de novos estatutos que, se aprovada, significará um retrocesso de natureza autoritária inaceitável, tanto do ponto de vista da história da própria instituição, quanto do ponto de vista da sociedade brasileira em seu conjunto, dado o insubstituível lugar simbólico que a PUCSP ocupa no país. Durante a fase mais sombria dos “anos de chumbo” da ditadura militar brasileira (1964 – 1985), quando a Fundasp era presidida pelo Cardeal Dom Paulo Evaristo Arns, a PUCSP se tornou exemplo de uma instituição de caráter comunitário, plural, crítico, cristão e humanista que sempre se posicionou e trabalhou em favor de uma sociedade mais justa e igualitária. Esse legado é agora ameaçado pelas reformas propostas pelo Conselho Superior da Fundasp. Destacamos, em seguida, quatro pontos principais da nova proposta de estatuto, com breves comentários sobre o seu significado: 1. Deixam de existir as eleições para o cargo de reitor. Comentário: Atualmente, a votação para reitor é feita por professores, alunos e funcionários, que elegem uma lista tríplice. Após o pleito, o cardeal aponta o novo reitor dentre os três mais votados. A PUCSP foi a primeira universidade brasileira a adotar o processo comunitário eletivo para a escolha do reitor. Inversamente, hoje, num momento em que o discurso do ódio se propaga pelas redes sociais, e em que, em todo o planeta, multiplicam-se correntes extremistas, violentas e fanáticas, a extinção do processo eleitoral na PUCSP passaria para a sociedade brasileira uma mensagem desalentadora, negativa e até assustadora. A proposta também extingue as eleições para os cargos de direção e chefia intermediários, que seriam simplesmente nomeados pelo Reitor. Trata-se de um outro equívoco profundo, pois o processo de eleições dos cargos de chefia envolvem vivamente o conjunto da comunidade, oferecendo a oportunidade de escolher os professores com o perfil mais adequado para gerir a instituição. 2. Ficam extintos os Departamentos das Faculdades, que seriam substituídos por órgãos de Coordenação. Comentário: Os Departamentos, em nossa universidade, não são órgãos administrativos. São o núcleo central da atividade acadêmica e pedagógica. É nos Departamentos que os professores se reúnem para debater as disciplinas do curso e propostas de renovação acadêmica, suas críticas e suas dúvidas quanto aos rumos do próprio curso e os da universidade como um todo. Os Departamentos também oferecem aos estudantes a oportunidade de participação e crítica, num processo riquíssimo, democrático e plural de elaboração coletiva. Os Departamentos, enfim, são indispensáveis ao desenvolvimento das atividades de Ensino, Pesquisa e Extensão. Sua extinção depaupera intelectualmente a universidade, fragmenta as atividades no âmbito de cada curso e faculdade, torna a universidade uma espécie de “aleijão” em que critérios administrativos ganham total relevância em detrimento das atividades acadêmicas que, de fato, constituem a “alma” da universidade. 3. Fica estabelecida a aposentadoria compulsória para professores que atingem os 75 anos de idade. Comentário: Não somos contrários, em princípio, ao estabelecimento de tetos e limites para o exercício da atividade acadêmica. Mas acreditamos no diálogo como forma de resolver os problemas e encontrar soluções. Na forma como foi proposta – o puro e simples encerramento da carreira do professor com 75 anos – torna a aposentadoria compulsória desumana, cruel, humilhante e, além de tudo, ilegal, por ferir o estabelecido na Constituição e no Estatuto do Idoso brasileiro. Somos favoráveis a um processo que assegure ao professor a sua dignidade e garanta, em sua plenitude, os seus direitos trabalhistas, sociais e humanos. Finalmente, consideramos que para uma grande maioria de intelectuais professores esta é uma idade de plenitude e maturidade intelectual que estará sendo desperdiçada. 4. Fica estabelecida a relevância prioritária da Fundasp (mantenedora), com a drástica redução do papel da Reitoria (acadêmica) e demais órgãos acadêmicos (ensino, pesquisa e extensão). Comentário: Trata-se de evidente desacerto quanto à finalidade de funções que cabem à esfera da mantenedora quanto à formulação de política acadêmica-científica e de pesquisa de uma universidade, com evidente risco de predomínio dos ditames meramente mercadológicos. Por essas razões, os abaixo-assinados – integrantes de movimentos sociais, partidos políticos, organizações não governamentais, intelectuais, professores, estudantes, trabalhadores e trabalhadoras - consideramos inaceitável a proposta da Fundasp. A PUCSP, se pertence à Igreja Católica como propriedade material, é parte fundamental do patrimônio da história brasileira e espaço de liberdade que deve ser preservado pelo conjunto da nossa sociedade. Nenhum direito a menos!
Todo(a)s em defesa da PUC livre, plural, democrática e combativa!
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